24 de abril de 2006

V de Vingança

Eu não ia postar isso porque no dia que eu vi o filme minha net deu pau e eu fiquei com preguiça. Mas hoje, conversando com a Dani sobre o filme (que ela não viu ainda), eu falei da minha impressão sobre a adaptação. O primeiro fato a ser dito é: eu não li o gibi, portanto minha análise baseia-se somente no filme e no que eu achei dele. Pra começar, eu gostei, é um filme legal. Não que eu tenha achado fantástico ou que tenha marcado minha vida, o que é estranho se levarmos em conta o sucesso da revista que o originou. O visual é muito legal e a Natalie Portman continua linda mesmo carequinha. O futuro mostrado no filme não é novidade, mas tudo bem. O que me deixou mesmo com a pulga atrás da orelha mesmo foi o fato do "V" ser o Wolverine. Na hora que eu falei isso pro meu irmão, que me acompanhou na sessão, ele fez a mesma cara que a Dani fez hoje na hora do almoço. "Como assim ele é o Wolverine?", essa é provavelmente a primeira pergunta que passa pela cabeça de quem lê essa declaração, no mínimo, inusitada. Mas eu posso explicar. Só que antes de fazer isso, vou logo avisando: vou contar detalhes do filme e que podem estragar alguma surpresa (?) para quem ainda não o viu. Retomando o que eu ia escrever, no filme, por algum motivo, o terrorista chamado apenas de "V" é um cara sem lembranças do seu passado, vítima de um experimento secreto do governo e que, pra completar, ainda deixou o cara com "habilidade ampliadas". Pensa bem, essa é ou não é a descrição perfeita do Wolverine? Pois é isso mesmo que tem no filme. Não dá mais pra agüentar esse cliché miserável! O pior foi achar que o Alan Moore poderia ter escrito essa bobagem. E ainda mais difícil, que uma falta de criatividade desse tamanho pudesse figurar um gibi tão cultuado. Ainda bem que eu estava certo em pensar isso. Apersar de não ter lido a HQ ainda, tirei a dúvida com uma pessoa que leu. Só podia ser um lixo copiado pelos irmãos babacas, criadores de Matrix 2 e 3. Com mais uma prova da incompetência desses dois, fica difícil pensar que eles realmente escreveram o primeiro Matrix. E, para piorar, essa foi mais uma adaptação meia bomba das histórias do Alan Moore.

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